Melanoma maligno: o que é, sintomas e tratamento

O melanoma maligno é um dos problemas que vem se tornando cada vez mais recorrente no Brasil, em especial por conta das condições climáticas do nosso país.

Afinal de contas, ainda que haja outras causas para esse tipo de câncer de pele, não há como negar que a alta exposição ao sol é um dos grandes pilares para o desenvolvimento desse problema.

E, como o Brasil costuma ter uma incidência de radiação solar bem intensa quase o ano todo, infelizmente acaba se tornando um problema bem comum.

Mas, de todos os tipos de câncer de pele, o melanoma tipo maligno é um dos que mais preocupam, haja vista que ele tende a ser mais grave.

Dessa forma, ele é capaz de trazer consequências mais graves para a saúde em geral. Então, para evitar essa doença, deve-se obter mais conhecimento a respeito do melanoma tipo maligno.

Mesmo porque os melanomas podem ter uma alta taxa de cura, desde que o paciente tenha o diagnóstico precoce.

Entretanto, para que isso se torne possível, é vital ficar atento em relação a todos os sintomas evidentes da doença.

Por isso, no artigo de hoje, iremos abordar sobre tudo o que você precisa saber a respeito desse assunto. Sem mais delongas, vamos ao que importa!

O que é melanoma maligno?

Em suma, o melanoma tipo maligno nada mais é que um tipo de câncer de pele, a qual pode surgir nas membranas mucosas, olhos ou no sistema central.

No que diz respeito aos seus principais fatores de risco, com certeza a alta exposição solar é a mais comum.

Devido a isso, o melanoma tipo maligno acaba se tornando um tanto “comum”, uma vez que a grande maioria das pessoas se expõem ao sol sem sequer tomar os devidos cuidados.

Como o próprio nome sugere, esse tipo de câncer de pele se desenvolve nos melanócitos, que são as células responsáveis pela nossa pigmentação da pele.

Essa lesão maligna é potencialmente grave, haja vista que podem apresentar metástases, ou seja, afetar outras partes do corpo.

Dessa forma, acaba que o melanoma tem uma taxa de mortalidade bem alta nos estágios mais avançados.

Por essa razão, entender melhor sobre o melanoma tipo maligno é importante. Porque, a partir disso, você consegue obter o diagnóstico precoce, algo que irá auxiliar no tratamento da doença.

Melanoma maligno
Melanoma maligno

Os números do câncer de pele melanoma maligno no Brasil

Levando em consideração que um dos fatores de risco do câncer de pele são as queimaduras solares, é comum acreditar que esse problema é bem comum no Brasil.

E, de acordo com as estatísticas, o câncer de pele representa cerca de 27% de todos os tumores incidentes em nosso país.

Agora, quando se fala do melanoma, que é o tipo de câncer de pele maligno, essa incidência diminui para 3% dos casos.

Mas, ainda que a sua incidência seja menor, a taxa de mortalidade costuma ser mais alta, já que ele é o estágio mais grave.

E isso se dá, em especial, devido às maiores chances de provocar metástases, isto é, quando há disseminação da doença para outros órgãos.

O melanoma maligno ainda é mais comum de acontecer em pessoas adultas, de pele mais clara. Porém, pode se apresentar em qualquer região do corpo, em forma de manchas, sinais ou pinta.

Quais são os primeiros sintomas do câncer de pele melanoma maligno?

Para garantir uma taxa de recuperação maior, é vital que o paciente consiga identificar os primeiros sintomas da doença.

Quanto a isso, tenha em mente que esse câncer de pele tem sua origem em células que produzem a melanina, que são os melanócitos.

Contudo, essa doença pode se apresentar na pele ou em mucosas, em qualquer área do corpo. Por isso, é necessário ficar atento em todas as regiões.

Agora, em relação aos principais sinais do melanoma maligno, podemos citar os seguintes:

  • Pinta escura: surge em um local do corpo aparentemente normal. No entanto, a pinta escura possui bordas irregulares, descamação ou coceira;
  • Lesão pigmentada: nada mais é que manchas na pele em que há aumento no tamanho, forma e coloração da lesão. Nesse caso, também há presença de bordas irregulares.

Regra ABCDE

Uma das maneiras de identificar com um pouco mais de facilidade o melanoma é por meio da “regra ABCDE”.

Nada mais é do que um critério para fazer um autoexame, onde o próprio paciente pode tentar identificar se uma determinada pinta ou mancha é, na verdade, um câncer. A regra é a seguinte:

  • A de Assimetria: observe a pinta e note se, ao dividir em duas metades, ela fica com as partes assimétricas. Se sim, é uma suspeita de que pode se tratar de melanoma maligno;
  • B de Bordas: averigue se a pinta não possui bordas lisas, que também é um sinal de alerta;
  • C de Cores: quanto mais distinta for a cor, mais suspeita a pinta será. Dentre as cores para ficar em alerta, citamos:
    • Vermelho;
    • Branco;
    • Cinza azulado;
    • Preto.
  • D de Diâmetro: qualquer mancha ou pinta que tenha mais de 0,6cm é um sinal de alerta;
  • E de Evolução: a pinta está aumentando de tamanho? Caso haja alguma modificação ou crescimento, procure um médico.

No entanto, há casos em que o médico pode identificar uma lesão suspeita durante alguma consulta de rotina ao clínico geral.

Porém, o ideal é que você sempre fique atento a esses detalhes, em especial se faz parte do grupo de risco.

Qualquer sinal de irregularidade em sua pele, procure de imediato um dermatologista, uma vez que esse é o especialista mais indicado para fazer o diagnóstico mais preciso da doença.

É a partir de um diagnóstico que ele será capaz de indicar um tratamento que seja eficaz, a depender do grau da doença.

Como é o tratamento para o melanoma maligno?

Na verdade, é um pouco difícil afirmar com 100% de certeza que o melhor tratamento é X ou Y. Isso acontece porque varia muito de acordo com o estágio do melanoma.

Sendo assim, primeiro o médico deve avaliar a situação para, então, indicar o melhor tratamento do melanoma.

Entretanto, todo esse processo deve ser feito com uma equipe multidisciplinar, a fim de garantir o melhor resultado ao paciente. Esse time, na grande maioria das vezes, é composto por:

  • Clínico geral;
  • Cirurgião plástico;
  • Dermatologista;
  • Cirurgião de cabeça e pescoço etc.

Contudo, uma das formas mais eficazes de tratar o melanoma maligno é através de um processo cirúrgico, a fim de remover a lesão.

No entanto, a técnica cirúrgica pode depender de acordo com alguns fatores, ainda que a mais comum seja a cirurgia micrográfica de Mohs.

Em caso de melanoma metastático, o médico ainda pode indicar outros tratamentos complementares, tais como a radio e quimioterapia.

Para você entender ainda melhor sobre esse assunto, abaixo iremos explicar com mais detalhe sobre os os melhores tratamentos para melanomas malignos.

Excisão cirúrgica

Trata-se de uma das alternativas mais comuns e eficazes, haja vista que o intuito é remover toda a lesão em que o câncer está concentrando.

Sendo assim, a excisão cirúrgica é uma alternativa tanto para o câncer melanoma maligno quanto o não melanoma.

Mesmo que o paciente tenha um câncer benigno, fazendo com que o problema seja um tanto quanto simples, a cirurgia ainda assim é vital para a cura.

Além disso, caso o tumor já esteja em grande profundidade, na região afetada, é preciso remover os gânglios linfáticos que estão mais próximos.

Cirurgia de reconstrução

Logo após remover o tumor, existe a necessidade de reconstruir todo o local que foi afetado. Isso se torna ainda mais verídico nos casos em que a lesão é muito extensa.

Nesse contexto, é comum procurar por tratamentos faciais que possam reconstruir a área em questão, de acordo com as características do paciente.

É por essa razão que muitas das vezes a cirurgia de melanoma requer um médico especializado em cirurgia plástica.

Dessa forma, ele será capaz de fazer todas as devidas reconstruções, assim que realizar a ressecção tumoral.

No entanto, o próprio especialista nesse tipo de cirurgia pode ter essa qualificação. Tudo isso irá permitir com que o profissional repare o local da lesão através de retalhos e enxertos.

Dissecção dos linfonodos

Um dos problemas do câncer melanoma é devido ao fato de poder se disseminar para outras partes do corpo.

Então, se porventura ele se disseminar para os linfonodos, o ideal é remover os gânglios linfáticos que estão próximos à região que foi afetada.

No entanto, em um caso como esse, a cirurgia deve ser feita de acordo com a particularidade de cada disseminação.

Ou seja, depende não apenas da região do corpo que foi afetada, mas também encontrar gânglios adicionais que também podem ter células do melanoma.

Mas, se o linfonodo não aumentar, deve-se fazer uma biópsia do linfonodo sentinela, isto é, o primeiro linfonodo do sistema linfático, que é o responsável por drenar o tumor.

A partir desse procedimento, torna-se possível identificar se há disseminação do melanoma maligno para algum outro linfonodo. Ao remover os linfonodos, é preciso verificar a presença de células doentes.

Porém, essa dissecção é um procedimento que requer bastante cuidado, o qual deve ser feito apenas por um cirurgião competente.

Cirurgia paliativa para o melanoma maligno

Infelizmente, há vezes em que o paciente descobre essa doença muito tardiamente, o que impacta diretamente nas chances de cura.

Quando o melanoma está muito desenvolvido, em seu estágio mais grave, não há possibilidade de cura. Nesse caso, o tratamento deve ser diferente.

Ainda assim, o médico pode indicar a cirurgia, mas apenas para controlar a disseminação e atenuar os efeitos colaterais desse câncer.

Ou seja, a cirurgia paliativa tem o intuito de remover metástases, algo que irá contribuir para a qualidade de vida, alívio do desconforto e aumentar a sobrevida do paciente.

Quais são os principais fatores de risco do melanoma maligno?

Como você pôde ver, a depender do estágio do melanoma maligno, ele pode afetar de forma direta a qualidade de vida do indivíduo.

Sendo assim, a melhor coisa que você pode fazer é tomar alguns cuidados, a fim de evitar o desenvolvimento desse problema.

Quanto a isso, saiba que as chances de desenvolver essa doença é maior em pessoas de pele clara, que se expõem ao sol de forma exagerada.

No entanto, o melanoma ocorre em situações em que o paciente não se expõe muito ao sol, também. Então, dentre os principais fatores de risco, citamos os seguintes:

Bronzeamento artificial

Pessoas que costumam fazer bronzeamento artificial também possuem mais chances de desenvolver essa doença.

Afinal de contas, esse procedimento é feito por meio de câmaras de luz ultravioleta, o qual aumenta em até 75% o risco de melanoma.

Isso se torna ainda mais sério para as pessoas que fazem esse tipo de tratamento antes dos 35 anos de idade.

Histórico familiar

Você tem algum parente próximo de primeiro grau, que já teve melanoma? Se sim, saiba que as suas chances de desenvolver esse problema são maiores.

Então, se os seus pais, filhos ou irmãos já tiveram essa doença, tenha em mente que você está mais propenso a desenvolver também.

Imunossupressão

Pessoas que possuem a imunidade baixa ou debilitada, também possuem mais risco de desenvolver melanoma e outros tipos de câncer.

Então, pessoas com AIDS, que fazem quimioterapia ou transplantados, por exemplo, possuem maiores riscos de desenvolver melanoma.

Viver em trópicos

Pessoas que moram mais próximas à linha do Equador também possuem mais risco de desenvolver câncer.

Afinal de contas, são as regiões mais quentes, com alta incidência solar. Além disso, caso tenha a pele clara, os riscos de desenvolver melanoma são ainda maiores.

Por isso, quem mora em regiões que são próximas a essa linha, devem sempre fazer uso de um protetor solar com FPS 30, pelo menos.

Referências

Guidelines of care for the management of primary cutaneous melanoma. Disponível em:
https://www.jaad.org/article/S0190-9622(18)32588-X/pdf

No melanoma patient is the same. Get personalized treatment. Disponível em:
https://www.cancercenter.com/cancer-types/melanoma

Câncer de pele melanoma. Disponível em:
https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tipos/pele-melanoma

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Blog Especialista em câncer de pele Dr. Bones Jr.
Dr. Bones Junior

O Dr. Bones Jr. é graduado em Medicina pela Universidade Federal de Goiás e especializado em Dermatologia há mais de oito anos. Ele oferece atendimento e tratamentos humanizados, com técnicas de última geração, incluindo a especialização em Mohs, para proporcionar uma consulta dermatológica completa e eficaz.

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