Melanoma: guia completo

Segundo os dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) o número de casos com pacientes que apresentam melanoma vem crescendo cada vez mais.

De acordo com os dados colhidos, o número de novos casos é de 4.200 em homens e 4.250 para as mulheres.

No entanto, na grande maioria dos casos, ele se concentra na região Sul do Brasil, em especial em pessoas de pele clara.

Ele é um tumor que preocupa os pacientes, mas, se descoberto em seu estágio inicial, acaba tendo maior chance de cura.

O grande problema é que, se o diagnóstico for feito muito tardiamente, ele pode se espalhar para qualquer parte do corpo, um processo que se chama “metástase”.

Além disso, é um tipo de câncer que representa apenas 3% dos casos de câncer no Brasil. No entanto, ainda assim é vital ter os devidos cuidados, já que ele apresenta alto risco de metástase.

E, no caso do metastático, o tratamento costuma ser um pouco mais rígido, já que o câncer se torna mais agressivo.

Melanoma guia completo
Melanoma guia completo

O que é melanoma?

Em suma, nada mais é que um tipo de câncer de pele, o qual tem origem nas células que dão cor para a nossa pele: os melanócitos

É por essa razão que a sua manifestação tende a ser por meio de um sinal ou pinta, a qual muda de cor, formato ou tamanho.

Ele pode surgir em qualquer região do corpo, seja na pele ou nas mucosas, como os olhos, nariz ou boca.

No entanto, é mais comum de ocorrer esse tipo de problema em regiões como o pescoço, tronco, perna e cabeça.

Quando a doença ainda está no início, tende a afetar apenas a camada mais superficial da pele. No entanto, pode avançar para as camadas mais profundas, afetando outros órgãos.

Além disso, pode avançar pelo corpo de três formas distintas, sendo elas:

  • Espalhar-se pelo tecido onde começou;
  • Espalhar-se pelo sangue;
  • Espalhar-se pelo sistema linfático.

Quando esse câncer se torna capaz de atingir outras partes do corpo, ele passa a se chamar “melanoma metastático”.

Quais são os fatores de risco?

O principal fator de risco para esse problema com certeza está na exposição constante e prolongada ao sol, em especial durante o período da infância e adolescência.

No entanto, há outros fatores que podem contribuir para que o indivíduo desenvolva esse problema, bem como:

  • Longa exposição à câmaras de bronzeamento artificial;
  • Histórico familiar;
  • Histórico pessoal de câncer de pele.

Além disso, pessoas de olhos claros, pele branca, com cabelos ruivos ou loiros, também possuem maior chance de desenvolver essa doença.

Por que pessoas de pele negra têm menos risco de desenvolver?

Não é que pessoas de pele negra não possam desenvolver esse problema, mas a verdade é que elas possuem sim menos riscos.

E isso acontece por conta da própria estrutura da pele, que funciona de forma diferente entre pessoas negras e brancas.

A epiderme, camada mais superficial da nossa pele, é formada por três outras camadas, que são:

  • Queratinócitos;
  • Células basais;
  • Melanócitos.

Essa última camada é a responsável por produzir a melanina, que é o pigmento marrom que dá cor para a pele.

No entanto, este pigmento também tem a função de proteger as camadas mais profundas da pele, contra os efeitos da radiação solar.

É verdade que tanto negros e brancos possuem a mesma quantidade de melanócitos, mas não a mesma quantia de melanina.

Pessoas de pele escura, além de terem mais melanina, possuem uma quantidade superior de eumelanina, que é ainda mais eficiente para proteger contra os raios UV.

Essa é a razão pela qual pessoas de pele escura têm menores riscos de ter esse câncer de pele. Não é impossível, mas é menos provável.

Como é o diagnóstico?

Na grande maioria das vezes, quem faz esse diagnóstico é o dermatologista, a partir de um exame clínico, onde ele consegue ter maior precisão a respeito do problema.

O ideal é que se faça a detecção precoce, a fim de que as chances de curam se tornem ainda maiores. Inclusive, essa é uma das razões do porquê se deve saber quais os sintomas mais comuns.

Em relação ao exame diagnóstico, há vezes em que o médico precisa usar a dermatoscopia, um tipo de exame em que, por meio de um aparelho, permite a visualização de algumas camadas na pele.

No entanto, alguns casos requerem um exame um pouco mais invasivo, que é a biópsia. Por meio dela, o médico remove uma parte do tecido, para que seja feita uma análise.

Como identificar?

A verdade é que a grande maioria dos pacientes apenas procuram por um especialista quando notam alguma coisa estranha no corpo.

Muitas pessoas procuram por alguma mancha grande e estranha no corpo para, então, procurar por um médico.

No entanto, ainda que de fato esse seja um dos sintomas, não se manifesta apenas dessa forma.

Para saber como identificar as características, pense nas letras ABCDE, que se referem à:

  • A = Assimetria: nesse caso, procure por sinais que tenham formas irregulares, que possuam duas metades de aparência bem diferentes;
  • B = Borda irregular: averigue se há alguma verruga ou pintas com bordas irregulares, recortadas ou entalhadas;
  • C = Cor: procure por crescimentos que possuam várias cores ou que tenha uma distribuição de cores que seja desigual;
  • D = Diâmetro: fique atento a novos crescimentos em uma pinta, que seja maior que 6 milímetros;
  • E = Evolução: analise uma mancha ao longo do tempo. Veja se ela muda de tamanho, cor ou forma. Elas ainda podem evoluir para outros sinais, como sangramento e coceira.

Mas, quando se trata de um câncer metastático, os sinais e sintomas podem variar de acordo com o local que se espalhou.

Quando se espalha, é possível notar os seguintes sintomas:

  • Marcas pretas alteradas ou novas;
  • Gânglios linfáticos inchados;
  • Nódulos;
  • Caroços sob a pele;
  • Convulsões;
  • Falta de ar;
  • Sangue nas fezes;
  • Dores nos ossos.

Saiba que o melanoma câncer, quando descoberto precocemente, aumenta de forma significativa a recuperação.

Sendo assim, se porventura notar qualquer tipo de alteração na sua pele, não deixe para depois. Procure um dermatologista de imediato!

Quais são os estágios?

Após receber o diagnóstico, o passo seguinte é tentar identificar em qual estágio ele se apresenta.

Para tal, é preciso avaliar a extensão do câncer. Esse processo de investigação, para saber que o câncer se espalhou, se chama “estadiamento”.

Sendo assim, é preciso fazer uma série de testes, a fim de determinar em qual estágio a doença se encontra.

O melanoma maligno pode variar entre os estágios 0, I, II, III ou IV. Obviamente, quanto menor for o número, maiores as chances de cura.

No caso do estágio 0 e I, quer dizer que ainda está no início, já que é pequeno. Por consequência, tem uma taxa de tratamento mais alta.

Em contrapartida, o último estágio é quando a doença se encontra em estágio metastático, que é quando apresenta mais riscos.

Como a extensão é maior, o processo cirúrgico para remoção deve remover uma parte maior da pele, o que pode causar desfiguração.

Nesse caso, o paciente pode ter que procurar por tratamentos faciais, a fim de recuperar uma estética mais agradável.

Agora, para poder identificar em qual estágio o metastático está, o médico precisa considerar alguns fatores, tais como:

  • Como está a sua condição física, de acordo com os relatos;
  • Nível sérico de DHL;
  • Localização do câncer;
  • Tamanho e número dos tumores.

Como tratar o câncer de pele?

Tanto para o câncer de pele não melanoma quanto para o melanoma, o tratamento é o mesmo: intervenção cirúrgica.

No entanto, o que vai mudar é a técnica para cada um dos casos. A depender da gravidade da situação, o médico pode optar por um procedimento específico.

Mas, em caso do tipo metastático, que esteja aumentando de tamanho, a radioterapia, quimioterapia, crioterapia etc. pode ser ideal, a fim de estancar o problema.

Fora isso, o médico ainda pode indicar administração medicamentosa, que pode ser tanto por via oral ou venosa.

Nesse último caso, o medicamento viaja pela corrente sanguínea para destruir todas as células cancerosas.

Esses medicamentos costumam ter uma taxa de sucesso bem alta, sendo essencial para os casos mais sérios.

Em relação à intervenção cirúrgica, a técnica mais comum é a cirurgia micrográfica de Mohs, uma vez que garante maior precisão.

Agora, para as doenças que já estão avançadas, o objetivo é evitar que o câncer evolua, garantindo uma sobrevida ao paciente.

Perguntas frequentes

A verdade é que ainda existe muita dúvida a respeito desse câncer. E, como o diagnóstico precoce é essencial para que as chances de cura sejam maiores, você deve obter clareza sobre todos os questionamentos.

Por isso, nos tópicos seguintes iremos responder todas as principais perguntas a respeito desse assunto. Confira!

Quais os primeiros sinais?

A fim de contribuir para o diagnóstico precoce, o paciente precisa ficar de olho a respeito dos primeiros melanoma sintomas.

Dentre eles, podemos citar os seguintes:

  • Inchaço;
  • Vermelhidão;
  • Coceira;
  • Sensibilidade;
  • Dor;
  • Alteração na superfície da pinta;
  • Ferida que não cicatriza;
  • Crescimento do pigmento ou mancha na pele.

Quando ele é perigoso?

Ele por si só já é um pouco mais perigoso, uma vez que ele costuma ser mais violento do que os carcinomas, por exemplo.

No entanto, ele se torna ainda mais perigoso quando ele se espalha para outros tecidos e órgãos do nosso corpo.

Quais os 4 tipos de melanoma?

Os principais tipos de câncer melanoma são:

  • Melanoma extensivo superficial: trata-se do tipo mais comum de melanoma, o qual se desenvolve, a princípio, nas células mais superficiais da pele.
  • Melanoma nodular: é o segundo mais com, sendo também o mais agressivo. O nodular melanoma tem um crescimento rápido e pode atingir outras regiões do corpo desde o início.
  • Melanoma lentigo maligno: na grande maioria das vezes, ocorre nas áreas que estão mais expostas ao sol, como o pescoço, rosto, couro cabeludo, dorso ou até palmas das mãos;
  • Melanoma lentiginoso acral: trata-se do tipo mais raro, o qual costuma atingir, a princípio, as camadas mais superficiais da pele. O acral melanoma é mais comum de acometer pessoas negras, asiáticas e hispânicos.

O que ele provoca?

Ele é um tipo de problema que provoca uma série de sintomas, mas isso pode variar de acordo com o seu estágio.

Mas, falando de maneira mais geral, pode causar:

  • Alteração em alguma mancha ou pinta já existente;
  • Coceira;
  • Sangramento;
  • Comichão;
  • Não cicatrização da lesão;
  • Desenvolvimento de uma mancha ou pinta pigmentada ou de aparência incomum.

Referências

Metastatic Melanoma. Disponível em:
https://www.cancersupportcommunity.org/metastatic-melanoma#staging-and-treatment

Informações gerais sobre o melanoma. Disponível em:
https://gbm.org.br/o-melanoma/

Melanoma. Disponível em:
https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/melanoma/symptoms-causes/syc-20374884

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Blog Especialista em câncer de pele Dr. Bones Jr.
Dr. Bones Junior

O Dr. Bones Jr. é graduado em Medicina pela Universidade Federal de Goiás e especializado em Dermatologia há mais de oito anos. Ele oferece atendimento e tratamentos humanizados, com técnicas de última geração, incluindo a especialização em Mohs, para proporcionar uma consulta dermatológica completa e eficaz.

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