Carcinoma basocelular é maligno?

Você já se perguntou se o carcinoma basocelular é maligno? Caso tenha sido diagnosticado com esse problema, é bem provável que esteja passando uma série de dúvidas em sua mente.

Mas, de todos eles, com certeza deve querer saber se o carcinoma basocelular é maligno, haja vista que é o tipo de câncer mais agressivo.

No entanto, a verdade é que esse ainda é um assunto que gera bastante dúvida entre as pessoas, haja vista que existe muita desinformação.

Em suma, o carcinoma espinocelular, junto com o carcinoma basocelular são as lesões mais comuns de ocorrer nos pacientes.

Por isso, no artigo de hoje, iremos falar se o carcinoma basocelular é maligno e todas as demais dúvidas a respeito do assunto. Sem mais delongas, vamos ao que importa!

O que é carcinoma basocelular?‍

O carcinoma basocelular é o tipo mais comum de câncer, o qual é capaz de provocar uma lesão local bem grave.

No entanto, essa doença não faz metástase. Esse tipo de câncer surge nas células basais, e é por essa razão que leva esse nome.

Inclusive, de acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia Regional de São Paulo, estima-se que a prevalência da doença é de 65% nos casos de câncer de pele.

Ademais, o carcinoma basocelular pode até acometer todas as camadas cutâneas. Dessa forma, caso não ocorra o devido tratamento, pode acabar infiltrando fáscia e musculatura.

Os pacientes mais prováveis de ter esse tipo de câncer são os que possuem a pele muito clara, com fototipo baixo.

Esse câncer de pele também costuma ser mais comum em homens, o qual ocorre por conta da maior exposição solar crônica.

Por essa razão, usar protetor solar é de grande importância para os que querem manter a sua saúde em dia.

Também é interessante saber que o carcinoma basocelular pode se segmentar de acordo com alguns tipos.

De todos, o mais comum é o que se parece com um nódulo, haja vista que se apresenta como sendo uma bolinha que cresce e que pode sangrar, em alguns casos.

Carcinoma basocelular é maligno
Carcinoma basocelular é maligno

Carcinoma basocelular é maligno ou benigno?

O carcinoma basocelular é maligno, mas é um tipo de câncer que não faz metástase. Ou seja, ainda que seja um problema um pouco mais sério, o tumor não irá se espalhar para outras partes do corpo.

Fora isso, ainda que se trate de um câncer mais agressivo, tenha em mente que as chances de cura são bem altas.

Tudo isso só é possível devido aos constantes avanços tecnológicos, os quais vem se mostrando muito úteis para o tratamento.

No entanto, para aumentar ainda mais as chances de cura, é vital que o paciente tenha o diagnóstico o quanto antes for possível.

Dessa forma, assim que receber o diagnóstico, o médico irá indicar qual é a melhor forma de tratar esse problema.

Exemplo de Carcinoma basocelular (maligno)
Exemplo de Carcinoma basocelular (maligno)

Qual o perigo do carcinoma basocelular?

Um dos riscos do carcinoma basocelular está no fato de ele ser capaz de acometer as camadas cutâneas. Sendo assim, caso não haja o tratamento adequado, ele pode se desenvolver e tornar ainda mais perigoso.

Além disso, o paciente que teve esse problema também se torna mais suscetível a ter outros tipos de tumores malignos, bem como lesões pré-carcinomatosas.

Em vista disso, o ideal é que todos os que já passaram por esse problema façam consulta pelo menos um vez a cada seis meses.

Afinal de contas, tornam-se mais suscetíveis a alguns problemas. Então, essa é a melhor maneira para prevenir carcinoma.

Quais são os tipos de tumor basocelular?

Você já entendeu que o carcinoma basocelular é maligno, mas, ainda assim, é vital compreender sobre quais são os tipos de câncer. Dentre todos eles, podemos citar os seguintes:

Carcinoma basocelular nodular

Nada mais é que o tipo mais comum de tumor que, na grande maioria das vezes, tendem a ser menores, rosados, firmes e brilhantes.

Fora isso, esse tipo de carcinoma tende a apresentar telangiectasias em suas bordas, o que faz com que tenha uma forma mais perolada, em especial se for em áreas muito expostas ao sol.

Carcinoma basocelular morfeiforme

Esse é um tipo de tumor que tem uma aparência de uma placa plana e cerosa. No entanto, não possui demarcação específica, mas apresenta telangiectasia.

Carcinoma basocelular pigmentado

Esse carcinoma basocelular é maligno, mas tende a ser mais raro e, por característica, tem uma pigmentação mais escura.

No entanto, ele também costuma ser menos agressivo do que os melanomas que podem se espalhar para outras áreas do corpo.

Inclusive, por conta de suas características, muitas vezes alguns médicos podem cogitar a chance de se tratar de um melanoma.

Carcinoma basocelular superficial

Nesse caso, a lesão tende a ser bem semelhante a uma dermatite, mas deve se apresentar em uma região que está mais suscetível à exposição solar.

Fora isso, os idosos também possuem um pouco mais de chances de desenvolver esse problema. Essa exposição solar, mas raras são as vezes que se torna metastático.

Carcinoma basocelular infiltrativo

Esse câncer costuma ser bem mais agressivo, uma vez que ele é capaz de se infiltrar nas camadas mais profundas da pele.

Sendo assim, além de ter alto risco de recorrência, também costuma ser muito mais agressivo. O ideal é descobrir o quanto antes para começar o tratamento precoce.

Carcinoma basocelular micronodular

Trata-se de outro tipo de câncer que também tem algumas características recidivas, o que também é um grande problema.

E isso acontece porque, se esse for o caso, acaba alterando todas as ilhas de células na pele. Ou seja, elas ficam descontinuadas.

Carcinoma basocelular cístico

Assim como o nome já sugere, trata-se de um câncer análogo a um cisto, o que faz com que o médico possa confundir o diagnóstico.

Em vista disso, para se obter um resultado mais preciso, é importante fazer um exame mais profundo, incluindo a análise da pele do couro cabeludo, por exemplo.

Além disso, ao fazer a exérese de alguma lesão cística, é preciso enviar o material para uma análise histológica.

Esclerodermiforme

Outro câncer que se assemelha bastante a uma cicatriz, sendo que o seu grande problema é o fato de ser mal delimitado.

Em vista disso, o problema pode voltar aparecer, por mais que o paciente passe por algum tratamento cirúrgico.

Como é o tratamento para o carcinoma basocelular?

O carcinoma basocelular é maligno, mas isso não quer dizer que ele não tenha tratamento. Na verdade, apenas o fato de usar protetor solar com fator de proteção de pelo menos 30 FPS já é capaz de diminuir as chances de desenvolver esse problema.

No entanto, no caso de o paciente já estiver com o câncer, há algumas coisas que o médico pode fazer para tratar.

De acordo com a SBDSP, quando se consegue fazer o diagnóstico precoce do problema, as chances de cura são de quase 100%.

Em relação ao tratamento ideal, na grande maioria das vezes é por meio cirúrgico, em especial em pacientes que possuem alguma lesão na cabeça, mãos, pés e pescoço.

Através da cirurgia, torna-se possível fazer a remoção de todas as células cancerosas, tornando o procedimento mais seguro e eliminando os riscos de recidiva.

Em relação aos principais tratamentos para o carcinoma basocelular, podemos citar os seguintes:

Cirurgia micrográfica de Mohs

De todos os tratamentos, a cirurgia micrográfica de Mohs é a mais comum de os médicos indicarem, uma vez que se trata de uma técnica bem avançada.

Nesse caso, a remoção da lesão da pele é por meio de camadas. Ao remover a primeira camada, deve-se enviar de imediato ao laboratório, a fim de fazer uma análise.

É preciso continuar o procedimento até remover a última cada, a depender do resultado que se obteve em laboratório.

O intuito da cirurgia micrográfica de Mohs é manter a maior quantidade possível de tecido saudável no paciente.

Excisão cirúrgica

Em suma, nada mais é quando o médico decide remover completamente a lesão com margem de pele saudável.

Nesse caso, o intuito é oferecer ao paciente maior segurança de remoção do câncer e eliminar as chances de recidiva.

Curetagem e eletrodissecção

De acordo com a organização internacional Skin Cancer Foundation, essa é uma técnica ideal para lesões menores.

Nesse caso, com auxílio de um anestésico local, o médico precisa fazer a raspagem do tumor com uma cureta.

Em seguida, o médico deve usar a técnica de eletrocauterização, a fim de que seja possível destruir o tumor residual, bem como controlar o sangramento.

Ainda há outras formas de tratamento, a depender do caso do paciente. O médico ainda pode indicar a terapia fotodinâmica ou radioterapia.

Após a cirurgia, em casos que há chances de recidivar, o médico indica alguns cuidados, como evitar radiação ultravioleta UV e fazer tratamentos alternativos.

A crioterapia é um grande exemplo, a qual envolve o congelamento das células tumorais em azoto líquido.

No entanto, esse é um método mais comum para lesões de pele que são um pouco mais superficiais.

Agora, no caso de metástase, muito além de evitar raios ultravioleta, o médico ainda deve indicar o uso de medicamentos e quimioterapia.

Referências

Câncer de pele: saiba como prevenir, diagnosticar e tratar. Disponível em:
https://www.inca.gov.br/noticias/cancer-de-pele-saiba-como-prevenir-diagnosticar-e-tratar

Câncer de Pele. Disponível em:
http://www.fcecon.am.gov.br/cancer/cancer-de-pele/Epidemiologia do carcinoma basocelular. Disponível em:
https://www.scielo.br/j/abd/a/X5CFWD8dFJgpcmFsR5YhyBS/?format=pdf&lang=pt

Blog Especialista em câncer de pele Dr. Bones Jr.
Dr. Bones Junior

O Dr. Bones Jr. é graduado em Medicina pela Universidade Federal de Goiás e especializado em Dermatologia há mais de oito anos. Ele oferece atendimento e tratamentos humanizados, com técnicas de última geração, incluindo a especialização em Mohs, para proporcionar uma consulta dermatológica completa e eficaz.

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