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Carcinoma basocelular couro cabeludo: entenda tudo

Você já ouviu falar do carcinoma basocelular couro cabeludo? Por mais que algumas pessoas não conheçam, esse é um problema que pode vir sim a acontecer.

Inclusive, ter calvície ou mesmo algum tipo de rarefação capilar pode ser um dos fatores de risco para desenvolver carcinoma basocelular couro cabeludo.

Então, se você quer saber mais sobre esse assunto, tais como tratamento ou prevenção, é só continuar nesse artigo que iremos falar tudo o que você precisa saber. Sem mais delongas, vamos ao que importa!

Quais são os tipos de câncer no couro cabeludo?

Uma das primeiras coisas que você precisa saber a respeito do carcinoma basocelular couro cabeludo é que há diferentes tipos de câncer que podem acometer a região do couro cabeludo, sendo elas:

  • Carcinoma espinocelular;
  • Carcinoma basocelular;
  • Melanoma.

O carcinoma basocelular couro cabeludo é o tipo de câncer de pele mais comum de acontecer, mas também detém um índice de cura bem alto.

Mas, para que se tenha a certeza de cura, é vital que o paciente obtenha um diagnóstico precoce também.

Agora, em relação ao tipo de câncer mais letal, é o melanoma, haja vista que pode ocorrer metástase, além de as chances de recidiva serem bem altas.

Carcinoma basocelular couro cabeludo entenda tudo
Carcinoma basocelular couro cabeludo entenda tudo

Por que é perigoso ter câncer nessa região?

O couro cabeludo é uma parte bem importante para os seres humanos, e não apenas por caráter estético, mas também funcional.

Afinal de contas, o cabelo protege o couro cabeludo contra a ação dos raios solares, sendo que uma das regiões que mais está suscetível à exposição solar.

Por isso, trata-se de uma área do corpo que é bem sensível ao desenvolvimento de carcinoma basocelular couro cabeludo.

Inclusive, o protetor solar que seja específico para o couro cabeludo também costuma ser um fator agravante.

Um dos perigos de se ter câncer nessa região é devido ao fato de ser um local de difícil visualização. Por isso, na grande maioria das vezes, a descoberta é tardia.

Por consequência, o carcinoma basocelular couro cabeludo costuma ter um nível de letalidade um pouco maior do que em outros locais do corpo.

Outro fator que faz com que o carcinoma basocelular couro cabeludo seja mais perigoso é devido ao fato de ter mais chances de metástase.

E isso acontece devido ao fato de que o nosso couro cabeludo é muito abundante em vasos sanguíneos e linfáticos.

Exemplo de Carcinoma basocelular no couro cabeludo
Exemplo de Carcinoma basocelular no couro cabeludo

Como identificar o câncer no couro cabeludo?

Ainda que seja uma área de difícil visualização, a característica do carcinoma basocelular couro cabeludo é bem fácil de notar.

Isso acontece porque, na grande maioria das vezes, se manifesta por meio de feridas, verrugas, manchas ou por meio de alteração na forma, tamanho ou cor de algum sinal já existente.

Além disso, outro indício de câncer no couro cabeludo é o fato de doer, coçar e sangrar. Também é comum de o paciente se queixar de alguma cicatriz, espinha ou machucado que não sara.

Diante de qualquer um desses sintomas, é vital que você procure por um médico, a fim de que ele possa fazer o devido diagnóstico do seu caso.

Quais as características de cada tipo de câncer no couro cabeludo?

Como já mencionado, há diferentes tipos de câncer, sendo que cada um pode apresentar diferentes características.

Dentre eles, citamos os seguintes:

Carcinoma basocelular (CBC)

O carcinoma basocelular couro cabeludo costuma se apresentar como se fosse uma lesão saliente ou plana, de cor rosada.

No entanto, a sua superfície tende a ser mais brilhante, pigmentada ou ainda pode se apresentar coberta com uma casquinha.

Além disso, também costuma sangrar com bastante facilidade. E, como não cicatriza, permanece sempre com aparência de lesão recente.

Inclusive, há vezes em que se torna possível observar alguns pequenos vasos sanguíneos irregulares em sua superfície.

Carcinoma de células escamosas (CEC)

Nesse caso, costuma se apresentar como uma verruga no couro cabeludo, sendo que tem uma superfície mais áspera e de consistência mais firme.

Esse tipo de carcinoma também pode se apresentar com uma pequena ferida vermelha, recoberta por um crosta.

Também pode ter pequenas manchas vermelhas, com base endurecida, e que ficam descamando. Pode ser tanto sensível à pressão quanto assintomática.

Além disso, regiões que sofreram queimaduras ou que possuem alguma cicatriz estão um pouco mais propensas a ter esse tipo de câncer.

Melanoma

Por fim, o melanoma é o tipo de câncer mais perigoso, mas que pode se apresentar de formas distintas, mas que costuma ser secundário à transformação de nervos ou pintas já preexistentes.

Sendo assim, a sua forma mais comum é de uma pinta ou mancha de cor escura, preta ou marrom.

Como é feito o diagnóstico desse tipo de câncer?

O diagnóstico do carcinoma basocelular couro cabeludo pode ser um pouco variável, haja vista que pode apresentar diferentes características.

Não é sempre que esse tipo de câncer sangra, coça, queima, causa dor ou mesmo provoca algum tipo de irritação.

Em vista disso, é de fundamental importância que o paciente procure um médico sempre que constatar alguma inconsistência.

Durante a consulta com o médico, ele deve fazer a chamada “anamnese”, que é quando se coleta todas as informações relevantes para fazer um diagnóstico mais preciso.

Em seguida, o médico deverá fazer uma análise da lesão ou mancha suspeita de carcinoma basocelular couro cabeludo.

Fora isso, essa avaliação ainda deve incluir o exame dermatológico e a realização da dermatoscopia, que pode ser digital ou não.

Mas, por meio de alguns aparelhos que possuem uma lente especial, torna-se possível ampliar ainda mais a imagem.

É por meio desse exame que o médico é capaz de averiguar e diferenciar características que são peculiares a cada tipo de câncer no couro cabeludo.

Na grande maioria das vezes, assim que a avaliação dermatológica indica possibilidade de câncer, deve-se fazer uma biópsia da lesão, a fim de confirmar o diagnóstico.

Como é feita a biópsia para confirmar o carcinoma basocelular couro cabeludo?

A biópsia é um tipo de procedimento cirúrgico, o qual deve ser feito no consultório, onde é preciso remover uma amostra da lesão.

Em seguida, deve-se enviar para uma análise anatomopatológica. É a junção desse exame, junto com as avaliações do médico, que irão confirmar o diagnóstico do câncer.

No entanto, a depender do caso, o médico ainda pode solicitar outros exames complementares de sangue ou de imagem.

Isso é importante para que o médico entenda melhor o seu caso, até para que possa indicar a melhor forma de tratar as células tumorais.

Quais as causas de câncer no couro cabeludo?

A principal causa do carcinoma basocelular couro cabeludo com certeza é a exposição solar, devido a radiação ultravioleta, seja UVA ou UVB.

Isso acontece porque existe a capacidade de modificar o DNA dessas células, o que vai fazer com que o indivíduo se torne mais predisposto ao câncer.

Os danos que o sol causa são cumulativos e, portanto, o câncer pode ser tanto a consequência de danos esporádicos quanto pela exposição solar durante a vida.

Isso é ainda mais verdade para aqueles pacientes que sofrem de alopecia ou possuem os pelos muito ralos.

Mas, além da radiação solar, outros fatores que podem contribuir para o carcinoma basocelular couro cabeludo, são:

  • Radioterapia;
  • Bronzeamento artificial;
  • Queimadura;
  • Cicatriz;
  • Medicamentos imunossupressores etc.

Como prevenir o câncer no couro cabeludo?

A melhor forma de prevenir o carcinoma basocelular couro cabeludo é adotando algumas atitudes saudáveis.

A principal delas com certeza é evitar a exposição solar, em especial durante o período de maior pico de raios UVA e UVB, que é entre as 10h e 16h.

Fora isso, usar bonés, viseiras ou chapéu, a fim de evitar o contato direto, também é uma excelente alternativa.

Se você é calvo, o ideal é fazer uso diário do protetor solar, apenas se atente em observar se ele possui a proteção adequada para o seu tipo de pele.

Tenha em mente também que pessoas de pele clara, com várias pintas pelo corpo ou que possuem histórico familiar de pessoas com câncer, devem ter ainda mais cuidado.

Além de ter essas atitudes, é fundamental fazer consultas preventivas periódicas com o seu dermatologista.

Quais os tratamentos para o carcinoma basocelular couro cabeludo?

O fato é que há várias opções de tratamento, sendo que apenas o médico é quem deve indicar a melhor alternativa, com base nas suas características.

Para que seja possível indicar o tratamento mais adequado, o médico deve considerar os seguintes fatores:

  • Idade do paciente;
  • Tamanho da lesão;
  • Estágio do câncer;
  • Tipo de câncer.

Por meio desses critérios, o médico deve optar, junto com o paciente, uma das seguintes alternativas de tratamento:

Cirurgia

De todos os tratamentos, com certeza a cirurgia é o principal método, haja vista que ele costuma ser muito eficiente.

Inclusive, a intervenção cirúrgica vem se tornando cada vez mais avançada, algo que garante maior segurança para o paciente.

Em suma, trata-se de um tratamento em que é necessário remover completamente o tumor por via cirúrgica.

Agora, em relação à técnica mais adequada, apenas o médico deverá indicar, haja vista que há diversas alternativas.

No entanto, a cirurgia micrográfica de Mohs é a mais comum, uma vez que é muito mais precisa e evita que o médico tenha de remover uma margem segura tão extensa.

É por meio dessa cirurgia que o médico consegue mapear o câncer, bem como orientar da melhor forma a retirada apenas das células tumorais.

Então, além de conseguir ter a certeza de que foi possível remover completamente o câncer, remove o mínimo possível de pele saudável do entorno.

Sendo assim, quanto menor for a ferida cirúrgica, mais fácil será de fechá-la, sendo que é possível reconstruir por meio de enxerto, retalho ou sutura simples.

Isso acaba evitando com que o paciente tenha de buscar outros tratamentos faciais mais intensos e complexos, já que a cirurgia é mais segura.

Radioterapia

Esse é um tratamento que o médico deve optar quando a cirurgia não é possível, sendo que isso pode ocorrer por diversos motivos.

No entanto, além da área irradiada, esse tratamento também costuma provocar a perda dos cabelos que ficam ao redor da lesão.

Quimioterapia

Na verdade, há duas possibilidades de quimioterapia para o carcinoma basocelular couro cabeludo: sistêmica e tópica.

A quimioterapia sistêmica se reserva apenas para os casos mais graves da doença, em especial quando há risco de metástase.

Em contrapartida, a quimioterapia tópica é um tipo de abordagem que só é possível em cânceres menos invasivos.

Nesse caso, a medicação deve agir justamente nessas células tumorais, a fim de eliminá-las por completo.

Crioterapia

Em casos mais específicos, o médico ainda pode indicar a crioterapia. Em suma, é quando se faz necessário usar neve carbônica ou nitrogênio líquido.

O intuito é o de congelar a lesão por uma dessas substâncias, algo que irá induzir a morte de células tumorais.

Nesse caso, irá formar uma cicatriz no local, a qual costuma ser branca e bem maior do que o tamanho do tumor.

Cauterização e curetagem

Uma modalidade terapêutica que pode ser bem eficiente, mas apenas em tumores que possuem um grau de malignidade baixo.

Nesse caso, deve-se retirar o tumor por shaving e, em seguida, deve-se fazer a cauterização elétrica e curetagem do local.

Esse é um excelente tratamento para tumores superficiais, haja vista que não requer pontos e, na verdade, pode até preservar o cabelo da região.

Terapia fotodinâmica

Bem como o tratamento anterior, a terapia fotodinâmica também é uma melhor alternativa para tumores que são superficiais e menos agressivos.

Nesse tipo de modalidade, é preciso aplicar uma certa medicação no tumor, o qual vai deixá-lo mais sensível.

Em seguida, basta direcionar o laser ou uma luz específica para que seja possível ativar o produto. Dessa forma, irá eliminar as células cancerígenas.

Mas, além de o seu uso ser bem restrito, como é um procedimento que tem um custo bem elevado, acaba inviabilizando.

Referências:

Carcinoma basocelular gigante em couro cabeludo: relato de reconstrução tardia. Disponível em:
https://www.redalyc.org/journal/2655/265568336006/html/

Reconstrução imediata do couro cabeludo com retalho de transposição baseado na artéria temporal superficial pós-ressecção oncológica. Disponível em:
http://www.rbcp.org.br/details/1932/reconstrucao-imediata-do-couro-cabeludo-com-retalho-de-transposicao-baseado-na-arteria-temporal-superficial-pos-resseccao-oncologica

Carcinoma basocelular de couro cabeludo x alopecia frontal fibrosante: desafio diagnóstico e terapêutico. Disponível em:
https://www.revistas.usp.br/revistadc/article/view/178016

Blog Especialista em câncer de pele Dr. Bones Jr.
Dr. Bones Junior

O Dr. Bones Jr. é graduado em Medicina pela Universidade Federal de Goiás e especializado em Dermatologia há mais de oito anos. Ele oferece atendimento e tratamentos humanizados, com técnicas de última geração, incluindo a especialização em Mohs, para proporcionar uma consulta dermatológica completa e eficaz.

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