Melanoma de coroide: tudo o que você precisa saber

Você já ouviu falar sobre o melanoma de coroide? A verdade é que esse é um tipo de câncer que a grande maioria das pessoas não têm o devido conhecimento.

Por consequência, muitos sequer sabem quais são os principais sintomas e características, algo que pode contribuir para o diagnóstico tardio.

Então, a fim de fazer com que as pessoas possam obter melhores informações sobre esse assunto, iremos falar com mais detalhes sobre o melanoma de coroide no decorrer desse artigo. Confira!

O que é melanoma de coroide?

O melanoma de coroide é um dos tipos de câncer mais comuns para acometer os olhos de pessoas adultas, o qual também é conhecido como “melanoma ocular” ou “melanoma uveal”.

Mas, assim como outros tipos de câncer de pele, o melanoma de coroide também é bem raro. A sua incidência anual é de cerca de 10 casos para cada 1 milhão de pessoas.

Ou seja, a cada um milhão de indivíduos há apenas 10 casos por ano. Aqui no Brasil, são cerca de 2 mil casos dessa doença por ano.

Além disso, o melanoma de coroide pode afetar partes do olho, sendo desde a parte mais externa até as estruturas internas.

A região que mais sofre pelos melanomas é a coroide, que é uma camada em nossos olhos que fica entre a esclera e a retina, no “fundo do olho”.

Isso quer dizer que se trata de uma parte dos olhos que não é visível a olho nu. Por consequência, o médico precisa dilatar a pupila.

É dessa forma que ele consegue examinar, com auxílio de equipamentos especiais, a doença que afeta essa região ocular.

Melanoma de coroide
Melanoma de coroide

Quais são os fatores de risco do melanoma de coroide?

O principal fator de risco para esse câncer são pessoas de pele, cabelo e olhos claros, já que se tornam menos resistentes ao sol, por exemplo.

Além disso, pessoas que já estão em idade avançada ou que possuem nevus (pintas) no fundo dos olhos, também correm mais riscos de desenvolver o problema.

Os nevus podem estar presentes desde o nascimento do indivíduo, mas ele pode sofrer alguma alteração maligna, originando em melanoma.

No entanto, também se acredita que alguns fatores ambientais, como a exposição solar, não possuam tanta importância para a incidência desse câncer de pele.

É verdade que no caso de melanoma conjuntivo, esse pode ser sim fator mais predominante, mas no intraocular, não possui tanta importância.

Como é feito o diagnóstico?

É muito comum que o profissional precise fazer uma biópsia, já que esse é um exame que permite a visualização mais completa da região.

No entanto, esse procedimento, além de ter um custo mais elevado, também oferece alguns riscos ao paciente.

Por isso, um médico mais experiente consegue fazer o diagnóstico correto em 98% dos casos apenas por meio de um exame de ultrassom ocular. Dessa forma, evita a necessidade de biópsia.

Quais são os sintomas do melanoma de coroide?

No geral, os sintomas podem sim variar de acordo com a localização e tamanho do tumor. Por isso, deve-se levar isso em consideração.

Caso o tumor esteja próximo ao centro da visão, que se chama mácula, o paciente pode sentir a sua visão embaçada.

Em contrapartida, se estiver nas áreas periféricas, o melanoma tende a crescer até que o paciente note algo de errado.

Inclusive, essa é uma das razões pelas quais é um tanto comum descobrir esse tipo de tumor durante algum exame de rotina, quando o médico deve examinar o fundo do olho, dilatando as pupilas.

Como é o tratamento para o melanoma de coroide?

A cirurgia micrográfica de Mohs costuma ser a técnica cirúrgica mais frequente devido a sua alta taxa de cura e precisão.

No entanto, quando se fala do melanoma de coroide, é bem diferente. Afinal de contas, além de salvar a vida do paciente, o médico também deve considerar a preservação máxima das estruturas.

Em vista disso, os dois principais tratamentos são a enucleação ou a braquiterapia, sendo que cada uma é mais adequada para situações distintas.

No entanto, caso seja uma lesão de pequena a média, ambas técnicas se mostram eficazes. Abaixo, iremos falar com mais detalhes os dois tipos de tratamento.

Braquiterapia

Nesse caso, deve-se inserir um pequeno implante radioativo. Em seguida, é preciso colocá-lo do lado de fora do olho, através da cirurgia.

Esse implante emana uma energia, a qual é responsável por destruir as células cancerosas da região, tornando-o mais seguro.

Inclusive, essa técnica evita as chances de metástase em outras partes do corpo, como o cérebro ou o outro olho, também.

Após 2 ou 3 dias, o médico precisa remover a braquiterapia, fazendo com que o paciente possa voltar a viver normalmente.

A grande vantagem da braquiterapia está no fato de que ela evita a necessidade de ter que remover o globo ocular.

Ou seja, há muito maiores chances de preservar alguma visão útil no olho em que há lesão de células tumorais.

Enucleação

Caso o tumor seja maior que 14 milímetros, na grande maioria das vezes é necessário fazer a remoção do olho, chamada de enucleação.

Por mais que essa cirurgia aparente ser um pouco intensa, trata-se de uma das melhores alternativas para cânceres mais avançados.

Além disso, a cirurgia não causa dor, sendo que o resultado estético é excelente, ainda mais se o médico fizer uso das técnicas mais modernas.

Entretanto, nada impede que o paciente procure por outros tratamentos faciais, a fim de fazer com que o resultado lhe deixe ainda mais satisfeitos.

Segundo alguns dados científicos, eles sugerem que não há qualquer alteração no que tange a mortalidade quando se tratar pela enucleação ou braquiterapia.

No que diz respeito a cirurgia de endo ressecção, ela costuma ser mais perigosa, haja vista que é capaz de ocasionar piora da visão.

O ideal mesmo é fazer a escolha da técnica de acordo com a situação, de modo a tratar o tumor, impedindo-o de fazer com que ele continue crescendo.

O médico ainda pode indicar o uso de medicamentos especiais, os quais são ótimos para atenuar as chances de perder a visão e demais complicações.

Além de oferecer o processo de cura, o objetivo também é de controlar o tumor e ainda diminuir as chances de metástase e recidiva.

Obviamente que também é preciso se preocupar com a preservação da visão ocular, mas a vida do paciente é prioridade.

Hoje em dia, já se tem o entendimento de que o tratamento com laser ou termoterapia não é o mais adequado para tratar o melanoma de coroide.

Isso acontece porque, mesmo fazendo a retirada, as chances de continuar crescendo e colocar a vida do paciente em risco são altas.

Referências

Melanoma de coroide: revisão clínico-fotográfica. Disponível em:
http://eoftalmo1.hospedagemdesites.ws/details/78/pt-BR

Melanoma de Coroide. Disponível em:
https://www.accamargo.org.br/sobre-o-cancer/tipos-de-cancer/melanoma-de-coroide

Tratamento do Melanoma Ocular por Localização e Tamanho. Disponível em:
http://www.oncoguia.org.br/conteudo/tratamento-do-melanoma-ocular-por-localizacao-e-tamanho/4896/643/

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Blog Especialista em câncer de pele Dr. Bones Jr.
Dr. Bones Junior

O Dr. Bones Jr. é graduado em Medicina pela Universidade Federal de Goiás e especializado em Dermatologia há mais de oito anos. Ele oferece atendimento e tratamentos humanizados, com técnicas de última geração, incluindo a especialização em Mohs, para proporcionar uma consulta dermatológica completa e eficaz.

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